O livro Capitães de Areia de Jorge Amado na introdução apresenta uma sequência de cartas de leitores do jornal. As duas primeiras cartas são do secretário do chefe de polícia, que atribui ao juiz de menores a responsabilidade pelos atos criminosos dos Capitães da Areia e do juiz de menores, que segundo o mesmo atribui a tarefa de perseguir os menores ao chefe de polícia. Entre as cartas, a de uma mulher, cujo filho ficou preso no reformatório e narra os horrores que eram praticados ali contra os menores infratores. Há também a carta do padre José Pedro, que é um importante personagem aliado dos garotos injustiçados o qual confirma a denúncia anterior, citando sua experiência no reformatório. O padre visitava o local para levar conforto espiritual aos meninos. Já a última carta é a do diretor do reformatório, que em seu texto, o diretor nega os maus-tratos dispensados aos menores na instituição que dirige, o que de certa forma é uma hipocrisia, como se poderá observar no decorrer do livro. O que torna interessante nessa forma em se colocar as narrativas das cartas no início do livro, é que dar à história certo caráter verídico.
Mª Francisca S. Gomes
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